domingo, 22 de junho de 2014

pensamentos e realidades

Fria. Gélida. Insegura. Desconfiada. Protetora dos seus próprios sentimentos por já terem sido bastantes vezes desprezados como quem manda uma bola à parede.
Naquela manhã nada poderia parecer bem, porque nada estava bem. 
Os seus cabelos estavam enlameados, o seu rosto gélido e branco como se a morte lhe apodera-se o corpo e as suas roupas estavam rasgadas.
Num relance levantou-se e reparou que estava a nevar, e que estava deitada num pequeno banco de jardim, e nesse momento uma lágrima começa a escorrer-lhe pela face, logo de seguida outra, outra e outra. Lágrimas essas sem fim. Sozinha, ao relento e sentada naquele pequeno banco de jardim, foi como a rapariga com a aparência da morte se manteve, até começar a tremer e resolver sair dali. 
Andou, sem um rumo, sem um limite de distâncias .. Vadiava por ruas que pareciam não ter fim, e foi assim que ela, já bastante enfraquecida se deixou ir na leva que as pernas lhe ordenaram, e sentou-se. Ali, no meio de tudo e no meio do nada. Foi ai mais uma vez sentada que chorou, chorou até sentir algo tocar-lhe no ombro, algo que a fez despertar, e subitamente levantar-se num ápice, mas quando se levantou o que viu foi nada. Nada. Absolutamente nada. Ela estava sozinha numa imensa e interminável escuridão, até abrir os olhos e se aperceber que o seu pesadelo da noite passada tinha voltado.
Assustada correu, até não ter mais forças, correu e puff, apagou-se, e quando voltou novamente a acordar já não estava lá. Já não estava mais naquela rua sozinha, não estava mais a fugir dos seus pesadelos do passado, estava segura, protegida, e acordada, pois acordada poderia abstrair-se dos pesadelos que todas as noites quando fecha os olhos a atormentam.  

Sem comentários:

Enviar um comentário